PROFESSOR GERALDO FILHO

PROFESSOR GERALDO FILHO
VIVA AS AULAS COLETIVAS

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

CÃIBRAS SAIBA UM POUCO MAIS


Os músculos correspondem a aproximadamente 40% do peso corporal. As cãibras são contrações involuntárias e dolorosas de um músculo ou de um grupo de muscular que acometem apenas a musculatura estriada e afetam principalmente os músculos posteriores da perna (músculo gastrocnemio), e podem iniciar durante a atividade física, no repouso e até durante o sono. A etiologia é controversa.

Inicia-se mais frequentemente após uma contração muscular intensa com consequente encurtamento do músculo que está sofrendo o processo. Geralmente origina-se da fasciculação de um grupo muscular isolado ou da associação de grupos musculares que passam a contrair desordenadamente, sem o controle do índividuo. 
As cãibras estão associadas a uma série de condições não relacionadas com o esporte ou exercício. O suor e a diurese excessiva podem causar uma hiponatremia (queda do sódio sérico). Isso é importante porque o organismo começa a utilizar sódio dos músculos quando as suas principais fontes de glicogênio acabam. Quando isso acontece pode ocorrer uma hiperritabilidade em algumas terminações nervosas que ficam hiperexitadas, provocando um estresse mecânico ao seu redor. Resultando em contrações espontâneas dos músculos, ou seja, nas cãibras. 
É importante salientar que as deficiências de outros minerais como cálcio, magnésio e potássio também podem causar cãibras musculares e problemas neuromotores. A falta de condicionamento físico e a fadiga também podem ser responsáveis pelas cãibras. Uma prova disso é a sua maior frequencia em atletas iniciantes, pouco preparados ou mal assessorados por um profissional da área. 
Na insuficiência renal aguda ou em pacientes que realizam hemodiálise, esses sintomas podem ocorrer mais comumente. Estas condições podem ser explicadas pela baixa concentração sérica de sódio no corpo. A administração de soluções salinas pode ajuda a combater os sintomas, causando alívio nas dores da contração muscular. Baixos níveis de cálcio e magnésio sérico também podem estar envolvidos no início dos sintomas. Entretanto nenhum destes desequilíbrios iônicos necessariamente tem que estar presente na gênese do problema. 
Outros fatores que favorecem a ocorrência de cãibras são doenças como diabetes, doenças neurológicas ou problemas vasculares. Há algumas evidências que indicam que o uso de certos suplementos dietéticos como creatina pode aumentar os riscos de cãibras musculares. 
Acabando com o problema
As cãibras podem ser momentaneamente interrompidas por uma contração ativa da musculatura antagonista à afetada, ou por um alongamento passivo forçado desta musculatura. Após esse primeiro sintoma, o músculo mostra alterações na excitabilidade e na contratilidade, mostrando-se fasciculado por alguns minutos. O músculo pode permanecer dolorido por alguns dias, dependendo da intensidade da cãibra. 
O tratamento pode ser iniciado com a administração de eletrólitos e a regulação do balanço hídrico (quantidade de água). Entretanto este tratamento não é comprovadamente eficaz. Cada vez mais se têm utilizado medicamentos para o tratamento das cãibras principalmente na população de não atletas.

Sulfato de quinina e fosfato de cloroquina tem sido benéficos principalmente nos casos de cãibras noturnas. A causa exata das cãibras durante os exercícios permanece controversa. Alguns estudos têm conduzido para hipótese de desidratação, distúrbios eletrolíticos e fadiga muscular. 
Como prevenir as cãibras

- Alongar e aquecer a musculatura antes de iniciar a atividade física
- Adequada hidratação antes, durante e após a atividade física
- Repor níveis de sódio durante os intervalos de exercícios intensos e com transpiração abundante com bebidas esportivas ou com alimentos que contenham sódio
- Ingestão adequada de carboidratos para evitar a utilização de proteína muscular como forma de energia
- Assegurar uma recuperação nutricional adequada 

sábado, 20 de novembro de 2010

DOENÇAS EM RELAÇÃO A OBESIDADE MATARÁ MAIS EM 2030

Série de artigos publicados na revista médica The Lancet revela que, em 2030, sete em cada dez mortes no mundo terão como causas doenças não-infecciosas, as chamadas doenças crônicas. Entre elas, aquelas causadas pelo sobrepeso e a obesidade, como diabetes e doenças cardiovasculares.

Em torno de 23 milhões de mortes por doenças crônicas – 60% do total de óbitos por esta causa em todo o mundo – estão concentradas em 23 países pobres e de nível médio. O sobrepeso e a obesidade foram considerados problemas graves, especialmente na Argentina (onde 74% dos homens estão neste grupo) e no Egito (74% das mulheres).

Em 14 desses países, segundo os autores dos trabalhos, as doenças infecciosas terão 2% de queda nos próximos 40 anos, 1,1% de crescimento anual nos casos de câncer e 0,7% nos de doenças cardiovasculares.

Estratégias de Combate
Um dos artigos da série publicada na The Lancet analisa as estratégias necessárias frente aos fatores de risco da obesidade em seis países emergentes (Brasil, México, Índia, China, África do Sul e Rússia) e um desenvolvido (Reino Unido). O estudo afirma que, nos sete mencionados, a obesidade e as doenças crônicas relacionadas ao excesso de peso são um grave problema. E dá exemplos: de cada dez adultos mexicanos, sete apresentam sobrepeso ou obesidade, enquanto a China, com 92 milhões de casos, tem os mesmos índices de diabetes dos EUA.

Como estratégias de combate, o estudo sugere: campanhas de promoção da saúde na imprensa, menos impostos e mais subsídios para incentivar o consumo de alimentos saudáveis, controle sobre a publicidade dos alimentos para o público infantil e obrigatoriedade na indicação dos níveis de açúcar e sal nas embalagens dos produtos.

Advertências
O estudo adverte, em comentário na série de trabalhos, que se os governos desconsiderarem as ameaças das quatro doenças crônicas mais preocupantes – câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas – “as pessoas sadias serão minoria, as crianças doentes morrerão antes de seus pais e os sistemas de saúde não darão conta”.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

CORRER MARATONA PODE FAZER MAL AO CORAÇÃO ,ENTENDA PORQUE


Correr uma maratona pode machucar o coração, segundo um estudo que acaba de ser apresentado no Congresso Cardiovascular Canadense, que termina amanhã.

A pesquisa, da Universidade Laval, no Canadá, examinou 20 corredores amadores saudáveis algumas semanas antes e 48 horas depois de uma prova. Foram feitos testes de esforço, de sangue e ressonância magnética.

Os exames mostraram alterações no bombeamento sanguíneo e na oxigenação do coração, além de microlesões e inchaço no órgão.

Os piores resultados foram de pessoas com menor índice de absorção de oxigênio pelo teste VO2. Três meses depois, os exames foram repetidos e as alterações tinham desaparecido.

O médico canadense Éric Larose, um dos autores do estudo, disse à Folha que, apesar de reversíveis, as mudanças observadas estão associadas à ocorrência de eventos cardiovasculares.

Segundo o médico Daniel Arkader Kopiler, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, o esforço de uma maratona causa um processo inflamatório reversível, mas preocupante.

"Há a destruição de células do coração e a liberação de enzimas. Isso pode facilitar o surgimento de lesões."

Para o médico Antonio Sergio Tebexreni, professor da Unifesp, em amadores, há uma maior possibilidade de surgirem pequenos coágulos e microlesões no órgão.

"Quanto maior o preparo físico, melhor vai ser a circulação cardíaca e o aproveitamento. O coração trabalha menos para produzir a mesmCorrer uma maratona pode machucar o coração, segundo um estudo que acaba de ser apresentado no Congresso Cardiovascular Canadense, que termina amanhã.

A pesquisa, da Universidade Laval, no Canadá, examinou 20 corredores amadores saudáveis algumas semanas antes e 48 horas depois de uma prova. Foram feitos testes de esforço, de sangue e ressonância magnética.

Os exames mostraram alterações no bombeamento sanguíneo e na oxigenação do coração, além de microlesões e inchaço no órgão.

Os piores resultados foram de pessoas com menor índice de absorção de oxigênio pelo teste VO2. Três meses depois, os exames foram repetidos e as alterações tinham desaparecido.

O médico canadense Éric Larose, um dos autores do estudo, disse à Folha que, apesar de reversíveis, as mudanças observadas estão associadas à ocorrência de eventos cardiovasculares.

Segundo o médico Daniel Arkader Kopiler, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, o esforço de uma maratona causa um processo inflamatório reversível, mas preocupante.

"Há a destruição de células do coração e a liberação de enzimas. Isso pode facilitar o surgimento de lesões."
Para o médico Antonio Sergio Tebexreni, professor da Unifesp, em amadores, há uma maior possibilidade de surgirem pequenos coágulos e microlesões no órgão.

"Quanto maior o preparo físico, melhor vai ser a circulação cardíaca e o aproveitamento. O coração trabalha menos para produzir a mesma quantidade de energia."

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

VARIZES MITOS E VERDADES



Muitas pessoas seja homem ou mulher possuem dúvidas sobre as verdadeiras causas sobre como as varizes surgem. Os fatores genéticos e hereditários é que determinam a tendência ao problema. Se a pessoa já nasce com predisposição o risco de desencadear varizes poderá ser maior.
Mito: Usar salto alto causa varizes?Não. Porém se usar salto alto diariamente, isso poderá dificultar o bombeamento do sangue nas pernas. Por isso, é importante alongar as panturrilhas antes e depois de usar o salto e variar com saltos mais baixos durante a semana.Mito: A musculação causa varizes?Muito pelo contrario. Exercícios ajudam a prevenir estimulando circulação do sangue evitando o aparecimento de veias doentes. A causa das varizes é o sedentarismo, mas é importante se consultar com um médico para que ele possa lhe avaliar
Mito: Existem cremes que eliminem as varizes ?Não há comprovação científica de que cremes eliminem varizes e nada indica que possam refazer as paredes de uma veia danificada. È perda de dinheiro na certa. Agora existem cremes que podem aliviar alguns sintomas.
Mito: A cirurgia de varizes é arriscada?De maneira alguma. Muita gente teme a intervenção cirúrgica, com os avanços de pesquisas e tecnologia, o procedimento está cada vez mais seguro e eficiente. A retirada de cada veia doente é feita com um pequeno orifício e a anestesia é controlada por equipamentos que monitoram o sono do paciente.
Mito: Ao retirar as veias com a cirurgia, terei a circulação do sangue prejudicada? Negativo. Ao retirar as veias doentes, a circulação ira melhorar com tempo, pois o sangue ira fluir através de veias mais saudáveis.Mito: Cruzar as pernas causa varizes?Não. Porém se você tiver tendências hereditárias ou permanecer durante muito tempo sentado ou em pé ao cruzar as pernas vocês estará ajudando a obstruir o fluxo sanguíneo.
Verdade: As varizes são um problema genético?Se seus pais têm varizes, são maiores as chances de que você venha a sofrer com o problema.Verdade: Meias elásticas ajudam na circulação?Nem sempre. Elas podem aliviar as dores e facilitar a circulação do sangue, se forem apropriadas para a sua perna. O ideal é que a meia fique apertada na região do tornozelo, jamais na área dos joelhos.
Verdade: A alimentação influencia na formação de varizes?Uma alimentação equilibrada ajuda na manutenção de um peso adequado, o que, por sua vez, diminui as chances de desenvolvimento de veias doentes nas pernas.
Verdade: As mulheres têm mais varizes do que homens?Estudos dizem que as mulheres costumam ter de duas a três vezes mais varizes do que homens. Elas identificam o problema mais facilmente, por depilarem as pernas.
Verdade: A gravidez provoca varizes?Devido a alteração hormonal, a gravidez é um dos principais causadores de varizes (os outros são: ingestão de hormônios femininos, seja por reposição, seja por anticoncepcionais; genética; e excesso de peso).
Verdade: Viagens muito longas criam o ambiente propício para a formação de varizes? Em trajetos longos de avião ou ônibus, por exemplo, nossas pernas costumam ficar muito tempo paradas na mesma posição e comprimidas, aumentando a dificuldade do sangue da perna em retornar ao coração e dando condições para a formação de varizes ou de coágulos no sangue (que por sua vez podem causar TVP ou embolia pulmonar). A dica é se hidratar bastante e mexer as pernas, com pequenas caminhadas ou o movimento de “sobe e desce” com o tornozelo e os pés.
Verdade: As varizes podem levar à trombose?Se a circulação do sangue ficar muito prejudicada por conta das varizes, existe o risco de formação de coágulos, que levam à Trombose Venosa Profunda (TVP).
Verdade: Anticoncepcional causa varizes?Porque provoca alteração hormonal, uma das principais causas das veias doentes
TEXTO RETIRADO DO BLOG DO PROFESSOR ANDRÉ FERNADES

sábado, 6 de fevereiro de 2010

LEITE HIDRATA MAIS QUE ÁGUA ,SAIBA PORQUE

Após praticar exercícios é comum recorrermos a um copo de água bem gelado, mas pesquisadores de Campinas, no interior de São Paulo descobriram que o leite contribui mais que qualquer outra bebida no treinamento. Mais do que vontade, o nosso corpo sente a necessidade de repor o líquido perdido durante os exercícios. Um estudo desenvolvido no Reino Unido concluiu que o leite magro é mais eficiente na reidratação do que a água ou qualquer isotônico, bebida normalmente usada para repor líquidos e sais minerais. A professora de nutrição da Unicamp explica porque isso acontece. “O isotônico dilui pouquinho o sangue, a água dilui mais ainda e rapidamente o atleta já sente vontade de urinar e acaba perdendo a quantidade de liquido que ele ganhou. O leite tem uma digestão mais lenta e faz com que gradativamente ele seja liberado no estomago e melhore a hidratação com um todo”, diz Maria Teresa Bertodo, pesquisadora Instituto de Alimentos. A proteína do soro do leite também ajuda na regeneração do músculo lesionado durante a atividade física. “A função dele é ser um caçador de radicais livres. Ele vai no organismo e vai seqüestrando os radicais livres que estão circulando na corrente sanguínea e com isso vai evitar uma série de danos para o organismo”, explica a pesquisadora. Quanto menor o intervalo entre a ingestão das proteínas do leite e o término da atividade física, melhor a resposta do corpo ao exercício. De acordo com os pesquisadores todos os tipos de leite têm este potencial de hidratar e recompor os músculos. O que muda entre um e outro é o tempo de absorção no organismo. O efeito do leite desnatado, por exemplo, é maior que o de soja, por ele manter por um período maior, mais elevadas as taxas de aminoácidos e estes aminoácidos são essenciais para a construção da musculatura. Marcelo Camargo Tella, ex-atleta toma quase um litro de leite todos os dias. O ex-atleta não sabia dos efeitos apontados pela pesquisa. A bebida agora vai ser bem mais saborosa. “Sabendo disso com certeza vou ser um maior adepto a tomar leite”, fala. A pesquisadora citou os radicais livres. Eles são os vilões do nosso organismo porque atacam as células e promovem doenças como o câncer.

domingo, 3 de janeiro de 2010

VOCÊ SABE O QUE É DIETA ?


Para entender melhor sobre alimentação saudável é importante saber o que significa a palavra dieta. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, dieta não significa restrição alimentar ou proibições. Trata-se de um conjunto de alimentos que podem ser sólidos e/ou líquidos, consumidos diariamente.
O problema é que às vezes, ela pode estar inadequada para as nossas necessidades e por isso, é preciso adaptar-se a uma dieta balanceada, equilibrada.
Dieta equilibrada é aquela que contém porções adequadas de diferentes alimentos com objetivo de satisfazer às necessidades dos nutrientes de um determinado indivíduo.

Os nutrientes por sua vez, servem para fornecer energia para realização das reações metabólicas; proporcionar energia para o crescimento e desenvolvimento de atividades; para manutenção do funcionamento e estrutura dos órgãos. Para ter uma alimentação equilibrada deve-se consumir todos tipos de alimento, o importante é saber a quantidade adequada de cada alimento, comer um alimento de cada um dos 5 grupos, saber diminuir uns e aumentar o consumo de outros.

Para uma alimentação adequada e saudável é preciso aumentar o consumo de frutas, vegetais e grãos integrais; diminuir o consumo de gorduras animais, principalmente porque são fontes de colesterol, diminuir o consumo de açucares refinados; diminuir o consumo de sal e alimentos ricos em sódio, que também causam hipertensão, aumentar o consumo de fontes de cálcio como leite e derivados sempre escolhendo os desnatados, que contém menos gordura.

Conheça os cinco grupos de alimentos que são divididos e classificados segundo sua composição química e função.

Grupo 1 - Carboidratos (pães, farinhas, massas, cereais). Estes alimentos tem como principal função fornecer energia.
Grupo 2 - Legumes e frutas. São responsáveis pelo suprimento de vitaminas e minerais, também contribuem com energia e fibras.

Grupo 3 - Carnes (peixe, frango, ovos). São fontes de proteínas - os chamados alimentos plásticos -, responsáveis pelo suprimento de substâncias para formar os tecidos. Também são fonte de ferro.

Grupo 4 - Leite e Derivados. São responsáveis pelo fornecimento de proteínas, fonte de cálcio, vitamina D. Também contribuem com proteínas para formar os tecidos.

Grupo 5 - Açúcar, gorduras (óleo, manteiga, margarinas), álcool, sal. São alimentos que devem ser ingeridos em menor quantidade. Porque consumidos em excesso causam males à saúde.

VISITE
www.comunidadefitness.com.br

domingo, 20 de setembro de 2009

COXA GRANDE PODE INDICAR MENOS RISCO DE DOENÇAS CARDÍACAS



Homens e mulheres cujas coxas têm circunferência superior a 60 centímetros têm menor risco de desenvolver doenças cardíacas, aponta um estudo do Hospital da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, com 3.000 pessoas. O benefício ocorre mesmo quando fatores como gordura corporal, cigarros e colesterol do sangue são levados em consideração, afirmam os cientistas, cuja pesquisa foi publicada na revista especializada "British Medical Journal".Para os pesquisadores, aqueles com coxas estreitas podem não ter massa muscular suficiente para processar a insulina de maneira apropriada, aumentando o risco de diabetes e, por consequência, de doenças cardíacas. Os especialistas, no entanto, ressaltaram que a pesquisa precisa ser corroborada por outros estudos.
Eles dizem que ainda é cedo para mudar as orientações sobre dietas e exercícios para evitar doenças cardíacas, mas que a circunferência da coxa pode ser usada como um sinal de risco. O estudo acompanhou 3.000 homens e mulheres na Dinamarca por mais de dez anos. Os voluntários tiveram a altura, o peso e a circunferência das coxas, cintura e quadris medidos. A porcentagem de gordura corporal também foi calculada.
A circunferência da coxa foi medida logo abaixo dos glúteos. Os pesquisadores ainda avaliaram os níveis de atividade física dos participantes, se eles eram fumantes, sua pressão sanguínea e os níveis de colesterol.
O estudo então monitorou a incidência de doenças cardíacas nos pacientes por mais de dez anos e a taxa de mortes por um período de 12 anos e meio.
Medida
Durante este período, 257 homens e 155 mulheres morreram, 263 homens e 143 mulheres desenvolveram doenças cardiovasculares e 103 homens e 34 mulheres sofreram de doenças cardíacas.
Segundo os pesquisadores, aqueles com as coxas menores - de circunferência inferior a 50 cm - tinham o dobro de risco de morte prematura ou de desenvolver sérios problemas de saúde. "O aumento do risco se deu independentemente da obesidade geral e abdominal e de fatores de risco cardiovasculares ou ligados ao estilo de vida, como pressão sanguínea", disse Berit Heitmann, que chefiou a pesquisa. "Além diSSOconcluímos que o risco estava mais relacionado à circunferência das coxas do que à da cintura", completou.
"É uma medida muito simples, muito grosseira, mas parece ter um efeito individual. E pode ser uma forma de médicos avaliarem riscos."
"O bom é que se você tiver coxas finas você pode fazer algo, como se exercitar."
Estudos anteriores já indicaram que uma cintura com circunferência superior a 88,9 cm para as mulheres e a 101,6 cm para os homens indica alto risco de desenvolver diabetes e doenças cardíacas.
A equipe do Hospital da Universidade de Copenhague afirma que o risco demonstrado por coxas "estreitas" pode ser associado à baixa massa muscular.
Os cientistas afirmam que esta baixa massa muscular pode fazer com que o corpo não responda bem à insulina, aumentando o risco de diabetes tipo 2 e, a longo prazo, de desenvolvimento de doenças cardíacas.
Baixos índices de gordura também podem provocar mudanças adversas no modo como o corpo processa os alimentos.
'Boa notícia'
Mas, para a enfermeira sênior especializada em doenças cardíacas Judy O'Sullivan, da British Heart Foundation, "ainda não há provas suficientes para confirmar que a baixa circunferência da coxa afete o risco de alguém desenvolver doenças cardiovasculares".
"Mas a baixa massa muscular está associada ao baixo nível de atividades físicas, considerado um fator de risco já estabelecido para o desenvolvimento de doenças cardíacas", disse ela.
Tam Fry, do Fórum Nacional de Obesidade da Grã-Bretanha, concorda que são necessários mais estudos. "Este é um trabalho muito interessante e que vai ligeiramente contra nossa intuição, mas tem que ser respeitado por causa do número de pacientes avaliados e da duração da pesquisa."